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História

Uma página de reconhecimento ao pioneiro Adalberto Fonseca

 

Lagarto - "Cidade Ternura"

Rusel Barroso*

Com área de 1.036 Km² e  cerca de 100.000 habitantes, Lagarto orgulha-se, entre outras coisas, de contar com a maior cidade do Estado após a capital. O passado de suas igrejas, prédios e monumentos de filhos ilustres,  a exemplo de Sílvio Romero e Laudelino Freire,  convive harmoniosamente  com  a  arquitetura  moderna e a natureza. É atraente a beleza das ruas, avenidas, praças e jardins, que envolve sua gente simples e amiga, sua história, seu folclore, sua culinária típica e seus atrativos naturais. 

Um pouco da história de Lagarto é contado por sua gente e está registrado em cada ponto da cidade. Também histórico é o marco que revive os primeiros acontecimentos da colonização do município, localizado no povoado Santo Antônio.  

Em Lagarto, os logradouros no centro da cidade ainda guardam o aspecto do século passado, destacando-se algumas ruas estreitas como o Calçadão da D. Pedro II e a Rua Acrísio Garcez.

Na Colônia Treze, a 15 minutos da cidade, encontra-se uma das igrejas mais interessantes já vista, cujas paredes externas são cobertas de grama com o aspecto cônico-piramidal.

O  convívio  com  a  natureza  fascina  todos  que  descobrem  a beleza  natural  da  Serra  da  Miaba, na divisa entre municípios, - não obstante o seu ponto culminante seja a Serra dos Oiteiros (500m) - e  aqueles  que  visitam  os remanescentes do Balneário Bica, onde o verde e a engenharia moderna convivem lado a lado.  

Para diversão de seus moradores e visitantes, a “Cidade Ternura” conta com clubes sociais, restaurantes, ginásios de esporte, parque de vaquejada, o Estádio Barretão, o espaço livre da Barragem Dionísio Machado e a Praça do Forródromo, área destinada a apresentações culturais e desportivas. As festas e exibições folclóricas são também características da cidade, com destaque para a Festa da Excelsa Padroeira “Nossa Senhora da Piedade” e a Exposição-Feira de Animais, realizadas no mês de setembro. Os festejos de São João e São Pedro estão reservados em seu calendário para o mês de junho com apresentações de quadrilhas, fogueiras, fogos de artifícios e comidas típicas, onde a maniçoba e o ginete não podem faltar. A tradição das festas natalinas também é mantida pelos seus habitantes. 

Localizada no centro-sul do Estado a 75 Km da capital, Lagarto dispõe de eficiente sistema de transporte com rodovias em bom estado de conservação, sendo portanto, passagem indispensável para os turistas que visitam o nordeste. Na área de serviços, Lagarto conta ainda com bons hotéis, pousadas, estabelecimentos bancários, agências de viagem, hospital, maternidades etc.

Saindo do centro da cidade estão os bairros: Cidade Nova, Novo Horizonte, Aldemar de Carvalho, Horta, Pacheco, Gomes, Loiola, Matinha, Libório, Jardim Campo Novo, Alto da Boa Vista e os conjuntos residenciais: Sílvio Romero, Laudelino Freire e Jardim Santo Antônio.

O seu progresso reflete o desenvolvimento do município - hoje possuidor de grandes empresas, emissoras de rádio, faculdade, pólo universitário e de uma quantidade de veículos e pessoas em movimento no trânsito -, o que traduz a pujança da sua gente.

Enfim, há inumeráveis razões que tornam obrigatória sua passagem pela terra que os lagartenses souberam construir com muito amor.


______________
*Escritor e pesquisador, membro da Associação Sergipana de Imprensa


 

Breve histórico de Lagarto

A história revela que a sede do município é uma das mais antigas povoações do Estado, sendo a terceira vila criada na capitania sergipense, cuja colonização já estava no território em 1596. Estabeleceram-se na região, por conta das cartas de sesmarias, em maio do mesmo ano, Domingos Fernandes Nobre, Antônio Gonçalves de Santana e Gaspar de Menezes. A colonização das terras de Lagarto aconteceu no século XVIII, após a chegada de um novo grupo de colonos, que deu origem às fazendas de gado e aos engenhos. Alguns historiadores defendem a tese de que o município nascera no povoado Santo Antônio, distante seis quilômetros da atual sede da cidade, onde ainda existe o marco inicial erguido próximo à capela que leva o nome do povoado. Contam, ainda, que os habitantes da época saíram desta localidade por conta de um surto de varíola que vitimou muitos moradores, e se instalaram onde hoje se encontra a cidade. Duas versões conduzem ao nome do município: a existência de uma pedra em forma de lacertílio, encontrada às proximidades de um riacho; e o registro de um brasão com a marca de um lagarto, deixado por uma família de nobres portugueses.
Localizada há 75 km da capital, Lagarto ostenta uma área de 1.036 quilômetros quadrados que acolhe cerca de 100 mil habitantes, divididos entre as zonas urbana e rural.
Com uma economia composta por diferentes itens, a exemplo da agricultura baseada, sobretudo, nas culturas do feijão, maracujá, laranja e fumo; da pecuária de corte; da criação de ovinos; do comércio e da indústria, Lagarto é uma região muito produtora, onde o que se planta dá bons resultados. A divisão de terras, que aconteceu no período de colonização, fez com que cooperativas fossem montadas, a exemplo da Colônia 13, fundada em 1960, e que permitiu a produção por colonos em todas as direções. Segundo Luiz Antonio Barreto, o lugar foi tão bem dividido que, em 1757, quando os vigários fizeram relatos e deram notícias das freguesias de Sergipe, a de Lagarto chamava a atenção, pois as povoações estavam muito próximas uma das outras, coisa de légua e meia ou em meia légua de distância, o que explica a existência de mais de uma centena de povoados. Como reserva de riquezas naturais, possui argila, calcário e pedras para fabricação de brita e paralelepípedo.
Lagarto também foi sede de um dos três distritos militares de Sergipe, em 1658. A elevação de freguesia à categoria de vila aconteceu em 1698, dois anos depois da criação da Ouvidoria Autônoma de Sergipe. Passou à categoria de cidade em 20 de abril de 1880, data oficial de sua emancipação. Suas terras também deram origem a outros municípios, a exemplo de Riachão do Dantas e Simão Dias. O primeiro governante municipal foi Mons. João Batista de Carvalho Daltro, que exerceu seu mandato de 1890 a 1893. O atual prefeito, José Valmir Monteiro, é o 32º gestor municipal.

 

 
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